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Críticas

Crítica | Extinção (2018)

Premissa interessante que tropeça nos clichês e buracos em si mesmo.

Foto: Divulgação/Netflix

Apesar de, aparentemente, não fazer tanto esforço para se diferenciar de tudo já produzido no universo da ficção científica, existe uma premissa interessante por trás de Extinção (2018). A maior questão que este filme consegue levantar, no entanto, é sobre a decisão dos serviços de streaming (a Netflix, nesse caso) de sacrificar a qualidade das produções em nome da variedade de conteúdo para os assinantes.

A sinopse diz: sonhando recorrentemente com a perda da sua família, Peter (Michael Peña) vê seus pesadelos se tornando realidade quando o planeta é invadido por uma força brutal e destrutiva. Ele luta pela vida e para proteger sua família, descobrindo dentro de si uma força desconhecida capaz de manter todos que amam a salvo.

Assinado por Eric Heisserer e Brad Kane, o roteiro não traz soluções tão originais para os problemas dos protagonistas e acaba sendo previsível. Você sabe que a criança vai desobedecer, que os secundários vão morrer, que o andaime vai cair e por aí vai. As soluções chegam ao nível de preguiça de fazer com que o protagonista recém-chegado, que não possui formação militar alguma, dê ordens aos militares que protegem uma zona de sobreviventes.

O que quase chega a salvar o resultado final é um plot twist que Extinção dá ao apresentar argumentos para a invasão alienígena, afetando diretamente a toda visão que o espectador tem sobre a obra. É um ganho significativo ao conteúdo da história, que deixa de ser decisivo por chegar em uma fase que ninguém mais etapa a sério o que se passa na tela.

O amontoado de clichês e efeitos visuais problemáticos – neste filme fica mais evidente que o comum a utilização de chroma keys – vão desconstruindo a atmosfera de perigo que o início do filme tentou criar. Do meio para o fim ninguém mais respeita a ameaça principal e até torce para que as partes se entendam. Essa sensação, acredito, não era a intenção da Netflix, que começa a nivelar as produções por baixo por sacrificar o que de mais precioso tinha há um tempo atrás: qualidade.

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