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Overwatch e a celebração da diversidade

O jogo lançado em 2016 pela Blizzard Entertainment comprova e ensina que é possível fugir dos esteriótipos e criar personagens únicos e plurais.

Foto: Divulgação/Blizzard

Quanto mais você observa, mais você nota a diversidade do espetacular elenco de heróis de Overwatch, um dos jogos de multiplayer online em primeira pessoa mais famosos da atualidade.

Sim, não é comum nos depararmos com tantos personagens, que não são somente de diferentes nacionalidades, raças, profissões e gêneros, mas que conserva tudo isso com fortes personalidades e singularidades, fugindo de quase qualquer estereótipo existente na indústria do entretenimento.

Aqui temos: Anão, Idosa, Autista, Lésbica, Magro, Atlético, Gordo, Hacker, DJ, Gamer Profissional, Animais, Robôs. Gente Morta? Sim. Cabelo colorido? Com certeza. Pele Azul? Também!

Lúcio é o herói e dj brasileiro que usa um amplificador sônico contra os seus inimigos, ao mesmo tempo que o usa para curar e impulsionar aliados.

Ou seja, quase tudo que você puder imaginar se encontra em Overwatch. Aliás, quem conceberia a ideia de um herói que nada mais é que um hamster fofo e gigante, que pilota um robô avassalador chamado “Wrecking Ball“? (sim, a temporada de memes com a Miley Cyrus esta oficialmente aberta).

O mais interessante é que cada um dos 27 heróis presentes na galeria do jogo (28 se contar com o Wrecking Ball que chegará em breve) apresentam histórias originais, que também contêm características complexas e de arquétipos peculiares. Assim, são personagens ricos, carismáticos e fáceis de nos identificarmos. Tais riquezas também se encontram em suas falas, poses, visuais e, claro, em suas armas e habilidades. Esses três primeiros podem ser adquiridos aos poucos e personalizados pelos jogadores para utilizarem quando bem entenderem, enquanto jogam uma partida. Aliás, nada melhor que enviar uma frase engraçada para o seu time ou fazer uma pose debochada quando triunfa sobre um adversário.

Enquanto não chega, Wrecking Ball procura os seus memes com a Miley Cyrus.

Por anos a indústria “gamer” cedeu à tendência de estereotipar personagens e, infelizmente, ainda é algo que ocorre naturalmente. Por outro lado, algumas empresas vêm, aos poucos, adotando estratégias diferenciadas para a inclusão e a representatividade de seus jogadores.

Jogos como Overwatch buscam retratar a realidade do jeito que ela é – não, não quero dizer que existam personagens de pele azul por aí (a não ser que de repente fomos transportados para o universo da Marvel) -, mas vivemos em um mundo em que a distinção é o que nos fazem sermos especiais. Aliás, o que seria de nós se fossemos todo iguais? O que nos diferenciaria dos demais?

Possuímos inúmeras culturas, nacionalidades, crenças, religiões, raças, profissões, hábitos, gostos, então, por que não celebrar isso, também, na indústria do entretenimento? Por que não tentar representar o mundo como ele de fato é?

Ana: egípcia de 60 anos e com muito mais vigor que eu e muitos universitários por aí. Franco-atiradora, caçadora de recompensas, uma mãe fantástica e uma das fundadoras da força-tarefa Overwatch, quer mais ou tá pouco?

Frente a isso, Overwatch demonstra que tudo isso é possível ao construir personagens complexos e distintos, oriundos de diferentes partes do mundo, representando infinidades de culturas, personalidades e hábitos, sem cair no enfadonho esteriótipo comercial que apenas restringe a beleza da realidade que nos circunda. E acima de tudo, comprovando que este feito pode ser realizado com qualidade e sucesso, pois, aliás, em maio deste ano o título alcançou cerca de –meros– 40 milhões de jogadores. Uma marca rara e impressionante.

Mas e você? Quais são os seus personagens favoritos? Consegue se identificar com algum deles? Como você acha que deveria ser o próximo herói de Overwatch?

Overwatch está disponível para Xbox One, Playstation 4 e PC.

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