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Críticas

Crítica | Jurassic World: O Reino Está Ameaçado

Previsibilidade atrapalha quinto filme jurássico, que traz tema interessante e dá show em efeitos visuais.

Foto: Divulgação/Universal

Em 2015, Jurassic World ao mesmo tempo que refrescava na memória das novas gerações uma das franquias mais famosas do cinema, contava uma história em que o fracassado parque temático proposto no filme original de 1993 finalmente era aberto ao público. A sequência do filme, por sua vez, acompanha as consequências da ganância humana em se aproveitar de uma tragédia natural para lucrar em cima dos animais.

Um assunto interessante por si só, mas que funciona como detalhe na premissa, ainda mais interessante, de Jurassic World: O Reino Ameaçado, que trata, basicamente, da sobrevivência e liberdade dos dinossauros na realidade atual do planeta. Passando-se logo após os acontecimentos do primeiro filme, o quinto filme jurássico continua com efeitos visuais tão impressionante quanto o antecessor. A perfeição dos dinossauros é encantadora.

A relação estabelecida entre humanos e dinossauros, e todas as complicações trazidas pelo filme não são uma das mais originais, mas funciona como um dos pilares do roteiro de Colin Trevorrow, que também usa e abusa de recursos como: mocinho perseguido, nova ameaçadora criatura surge, fugas megalomaníacas, criatura do bem ajuda os humanos, etc etc etc.

Ok, o que temos até aqui é uma boa premissa e um desenvolvimento pouco original. Mas isso não significa que o resultado seja ruim. Com direção de JA Bayona (“O Impossível”), Jurassic World ganha ótimos momentos de ação, suspense e emoção. Sim, o filme se aproxima dos dinossauros de modo que se cria uma relação de empatia entre público e animais. Ainda não superei, por exemplo, a cena de um gigantão sendo deixado para trás e sumindo entre as cinzas vulcânicas.

Apesar de muito bom no quesito execução, o roteiro limitado impede que o filme cresça em qualquer sentido, tanto por não trazer construções muito originais quanto por não dimensionar nenhum dos personagens. Dos vilões aos novos mocinhos, ninguém é muito bem apresentado e os esteriótipos são utilizados como recurso para entendimento fácil de quem é quem na fila do pão. E assim se dá o tom do filme.

De qualquer forma, Jurassic World: O Reino Ameaçado é um filme bem intencionado. Consegue acertar na estética, no suspense, na ação, mas a trama de fugas fáceis são correntes na história que tanto fala de liberdade. A compaixão que se desenvolve ao longo da narrativa é um ganho de valor para o filme, que é mais um a mostrar que na guerra entre monstros e humanos, sempre os vilões somos nós e nossos sentimentos medíocres. Algo que Scooby-Doo bate na tecla desde o final da década de 60…

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