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Críticas

Crítica | Designated Survivor – 1ª Temporada

Série usa ficção policial para compensar mesmice de tramas da política americana.

Foto: Divulgação/ABC

Tem coisa melhor do que acompanhar uma série que traz um questionamento que faz você coçar a cabeça de tão louca que parece a resposta? É brincando com nossa imaginação que Designated Survivor (2016) começa: O que aconteceria se explodissem o centro do poder com todo mundo dentro? Com deputado, senador, presidente, vice, todo mundo. Quem assumiria?

É exatamente isso que acontece e Tom Kirkman (Kiefer Sutherland), o secretário de habitações e desenvolvimento urbano, funcionário público de mais alto escalão ainda vivo, vira presidente do dia para noite. Mas com o passar dos episódios ele descobre uma conspiração que parece se desvelar ao seu redor e ele precisa proteger sua família enquanto descobre o que está acontecendo.

Apesar da história interessante, Designated Survivor carrega a cruz de lembrar muito, até pela estética difícil de evitar, outras produções que usam o parlamento americano como cenário. Semelhanças que só se estreitam com o decorrer dos episódios – quanto mais o presidente se adapta, mais previsível parece ficar.

Mas para salvar, literalmente, a pátria, a série – mostrando ter consciência disso -, adiciona elementos de ficção policial para impulsionar os episódios. Ao mesmo tempo que se adapta administrativamente, Kirkman precisa orientar buscas pelo culpado do terrorismo ao capitólio americano. É quando entra em cena a agente Hannah Wells (Maggie Q), do serviço de segurança.

A ela recai a missão de carregar as principais, para não dizer todas, as cenas de ação da trama. Uma função que cumpre bem ao longo de 23 episódios, ainda que ajudada pelos milagres que só a ficção pode fazer, como quando a personagem – spoiler – sente cheiro de gás, logo deduz que o prédio explodirá e consegue sair viva.

Criada por David Guggenheim, Designated Survivor é uma série, para entendimento prático, interessante. Tem um bom argumento e sabe compensar os pontos fracos – muitos deles criados pelas limitações de formato e temática, que trabalha bem com esteriótipos (a detetive durona, o presidente preocupado, a secretária solícita) e regula a liberdade criativa. Apesar disso, é uma boa candidata para as maratonas de um sábado entediado.

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