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Artigo | O que aprendemos com os 3 dias de Lollapalooza Brasil

O festival ocorreu de 23 a 25 de março, em São Paulo.

Foto: Divulgação/Lollapalooza Brasil

Diversidade. Talvez essa seja a palavra que melhor define os três dias de muita festa do Lollapalooza Brasil 2018. Mas também não é a única.

Antes de tudo, use o termo diversidade no seu sentido mais amplo. Diversidade musical; diversidade de gênero, raça, cor e naturalidade; diversidade de looks, de clima; diversidade de sentimentos.

Três longos e quentes dias onde pessoas dos mais variados cantos do Brasil (e do mundo), se reúnem nos 100 hectares de área do Autódromo de Interlagos com apenas um proposito: a música.

Embalados pelo indie, rock, pop, rap e música eletrônica, qualquer tipo de diferença e discriminação é deixado pra trás da porta de entrada do festival, que recebe cerca de 200 mil pessoas por dia.

Mas, afinal: podemos aprender algo com um festival? Bem, a primeira coisa que podemos revelar é: pode haver uma conexão entre ir a shows e o número de anos que você vai viver! Sim, isso é sério!

Ir a um show de música ao vivo vai ajudar a aumentar sua expectativa de vida em quase uma década. Esses dados foram confirmados recentemente e publicados em uma nova pesquisa da O2, empresa que administra algumas das maiores casas de shows do Reino Unido, em parceria com a Goldsmith University.

Segundo a pesquisa, ficar 20 minutos em um show já é o suficiente para “poder aumentar sua sensação de bem-estar em até 21%”, e a experiência “conecta diretamente os níveis de bem-estar com o aumento de nove anos na expectativa de vida”.

Quando você escuta uma canção que te agrada seu corpo libera endorfina, uma substância química com função analgésica, que também exerce um papel na sensação de prazer e bem-estar. E ela ainda melhora a saúde dos vasos sanguíneos.

Nós sabemos que a música é um ótimo alimento pra alma. A música (comprovadamente) conecta as pessoas, vem se tornando um meio político e cada vez mais humanitário, e, agora, também ajuda na saúde.

No caso de alguns problemas de saúde, a música se mostra tão eficaz que a medicina começou a utilizar um método chamado “musicoterapia” para o tratamento de algumas enfermidades.

“A ideia é perceber as reações do paciente a cada som que ele escuta para então identificar o que mais mexe com suas emoções. Depois disso, vamos aliar atividades que tenham a ver com o seu problema a músicas que o trazem ao equilíbrio”, explica a musicoterapeuta Suzana Brunhara.

O que tudo isso tem a ver com o Lollapalooza? O festival nada mais é do que uma grande sessão de musicoterapia ao ar livre.

O Lollapalooza proporcionou (e nos ensinou) que é possível viver em harmonia durante 72 horas com pessoas totalmente diferentes de você, mas que estavam conectadas aos mais de 70 artistas dos mais variados gêneros musicais, liberando endorfina no mesmo espaço e deixando qualquer diferença, preconceito, julgamento e indiferença para trás.

Obrigado, Lollapalooza, por nos ter dado a oportunidade de se divertir sem temer, dançar como se não houvesse amanhã e amar sem medo.

A música acalma a alma. A música alimenta. A música renova. A música cura. A música é vida!

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