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12ª temporada de RuPaul’s Drag Race inicia a todo vapor

Com Nicki Minaj nos jurados, primeiros shades e passarelas a temporada promete.

Atenção: esse artigo contém spoiler… Mas nem tantos!


A 12ª temporada de RuPaul’s Drag Race iniciou de uma forma bem específica. Dessa vez, mais do que só um “futebol dos gays”. Em 2020, o reality veio pra mostrar a força que o discurso do programa tem e qual seu real objetivo. Levar o nome da arte drag, ensinar a questão de compreensão, amizade e um forte combate à homofobia, racismo e preconceito.

Mama Ru Precisa de você!

Para refrescar a memória, é importante lembrar que, há muito tempo, o programa tem destaque dentro e fora dos Estados Unidos e é usado para promover um debate social sobre assuntos que abrangem a comunidade – principalmente os “queers“. Exemplo disso foi a décima temporada que apresentou a música “American” (muito boa), que traz essa discussão na composição.

O primeiro episódio da nova temporada traz a tradicional entrada das Queens à sala de costura, onde as drags fazem seus trabalhos antes de realmente entrarem no palco. Na dinâmica do programa, a primeira impressão é essencial não apenas para as participantes, mas para o público que assiste, afinal, nós escolhemos as favoritas. E as nem tanto também.

Na estreia da 12ª temporada de Rupaul’s Drag Race, vimos que entre as participantes há drags de origens variadas: Nova York, Paris e Oriente Médio, por exemplo. A proposta é globalizar o programa que, como lembrei no parágrafo acima, já ultrapassou as fronteiras americanas faz tempo. Pabllo Vittar, veja isto!

A primeira surpresa da temporada ficou a cargo de RuPaul aparecendo antes de todas as drags entrarem, sendo que a apresentadora só aparece após a entrada do elenco. Só haviam sete drags na sala e o sinal de que Mama Ru conversaria com elas soou antes da hora. O que havia de errado? Segundo RuPaul (que entrou na sala desmontada, mas usando um esplêndido chapéu vermelho), a décima segunda temporada iniciaria não apenas com uma premeire de apresentação, mas com duas! Enquanto no primeiro episódio seriam apresentadas sete drags, no segundo episódios apresentariam as candidatas restantes

Estreia com mini-desafio

Então foi proposto o primeiro mini-desafio. Se, por acaso, você parou aqui sem estar por dentro da dinâmica de RuPaul’s Drag Race, vamos explicar: o mini-desafio do dia, normalmente, são missões simples e rápidas, feitas na sala de costura e que pode dar vantagens diferentes às participantes dentro da competição. Essas vantagens podem ser imunidade, liderança no desfio principal ou apenas um dinheiro extra.

A estreia da temporada teve como mini-desafio a Semana de Moda, onde as drags desfilaram nas categorias: primavera e outono. Uma missão que de “mini” só tem o nome. Se estávamos acostumados com tarefas onde as drags precisam se montar em cinco ou dez minutos (às vezes com gostos bem duvidosos), dessa vez tivemos um palco com os clássicos jurados: Michele Visage e Carson Kressley e até mesmo Raven, uma antiga competidora do reality, e… espera… Quem são aqueles dois? Kenye West e Kim Kardashian assistindo o desfile? Realmente, eu não esperava essa piada.

Musical

Passado o desfile, agora a melhor parte. Uma apresentação musical proposta por RuPaul e que não seria apenas para os jurados conhecidos, mas para uma jurada especial: pode entrar, Nicki Minaj. Todos foram ao delírio. As participantes começaram seus trabalhos, criaram rimas e dividiram quem lideraria a coreografia em grupo. Claro que umas tinham mais facilidade que outras (e defendendo a Gigi Goode, eu também não conseguiria fazer metade dos passos propostos ali). 

Este foi, também, o primeiro momento de ‘intrigas’. Alfinetadas e discordâncias, principalmente pela drag Widow Von’Du, que foi escolhida como coreografa e não ficou nada feliz com as propostas de passos das outras garotas, pois segundo ela estavam perdendo mais tempo escolhendo passos do que ensaiando. “Tem chefs demais nessa maldita cozinha”, alfinetou ela.

As drags pareceram, num primeiro momento, bastante perdidas. Tivemos drags que não sabiam dançar, outras opinando demais, coreógrafa chateada, etc. Não dava para saber muito bem o que seria apresentado para Nicki Minaj. A edição escondeu o jogo, como sempre faz.

Sim, são as mesmas da segunda foto!

Uma pausa para debate

Na sala de costura, enquanto faziam maquiagem, Jackie Cox falou um pouco sobre sua descendência Persa. Nascida no Canadá e metade Persa, a drag falou sobre seu medo do público do oriente médio assistir ao reality, já que ser gay ainda é punido com a morte no Irã. A drag relatou como a comunidade queer persa é escassa, e ainda há, no país, muito preconceito quanto a questão da homossexualidade, que é considerada desonra para toda família do indivíduo por conta de um governo opressor em relação a esses assuntos.

Nicky Doll, outra imigrante, comenta que viveu parte da sua infância no Marrocos, onde assuntos de sexualidade também são proibidos e como um simples beijo pode levar um casal a prisão. As drags manifestaram sua preocupação quanto ao governo dos Estados Unidos, e aqui vemos o que RuPaul’s Drag Race é de verdade. Mais do que um programa de entretenimento, é também um canal de comunicação para que o grupo queer possa expressar suas ideias políticas e culturais, assim como histórias e experiências próprias.

Eliminação e passarela

Uma destaque para a entrada de Nicki Minaj, que não estava na mesa de jurados, mas na passarela como se abrisse o show no lugar de RuPaul (e nós adoramos isso). Quando Ru realmente entrou na passarela, ela mostrou um vestido bem atípico, já que dessa vez mostrava as pernas em vez de um longo, como normalmente usa.

Primeiro ela…
… Agora a dona do show

A apresentação ocorreu muito bem, o que me faz perguntar quanto as drags ensaiaram atrás das camêras. Uma nota especial para a dança da Heidi N Closet que até mesmo fez os passos de um rapper e para a dança de Widow Von’Du, que chegou dando um espacate e mostrando que também é uma drag dançarina. Realmente as duas que se propuseram a brilhar na apresentação assim o fizeram.

Consegue abrir as pernas assim?

A categoria do primeiro desfile foi “Brilho”. E não pra menos, foram apresentadas roupas completamente coloridas e brilhantes (dããã…). Espelhos, strass, glitter. Tudo foi usado para brilhar mais que as outras no palco.

Um destaque para a roupa de ‘Ele’ das meninas super poderosas que Crystal Methyd apresentou (rsrs). Brincadeiras a parte, eu sempre me encanto com drags nesse estilo. São altamente artísticas e conseguem misturar glamuor com a uma experiência visual impressionante. Todas as roupas são extremamente imprevisíveis, e isso é muito animador, me fazendo esperar muito dela pela temporada.

Não… Aquela segunda não é o Ele das Meninas Super Poderosas… Mas bem que parece…

Outra nota é sobre o desfile de Jackie Cox, que estou até agora tentando entender. Será que ela esqueceu de tomar o remédio e teve que fazer isso na passarela? Tudo bem, a gente perdoa por causa do cabelo estilo Haispray muito bem armado e bonito.

OK… Já podem me explicar isso aqui

Críticas e lip sync

As críticas foram o esperado. Elogios a umas e uns pequenos deslizes de outras. Já era notável quem iria para final antes mesmo da deliberação, ou será que não? Nicki Minaj realmente se mostrou uma jurada digna, às vezes nos deparamos com jurados que apenas aceitam e/ou elogiam, mas Minaj foi justa e coerente em suas palavras. É impressão minha ou rolou um pequeno desafeto entre a rapper e Michele Visage?

Mais uma surpresa da noite: Widow Von’Du e Gigi Goode no bottom da semana? Estranho, já que a primeira recebeu apenas elogios e teve uma apresentação muito boa por ser uma das melhores dançarinas do grupo e a segunda também recebeu apenas críticas positivas.

Mas não… Nada de bottom, elas são o top da semana! Agora sim isso faz sentido! Que susto RuPaul, eu já estava no twitter te xingando… Mas nunca falei mal!

A ordem é que na primeira semana não haveria eliminada, embora devesse haver uma vencedora e por isso, no melhor estilo All Stars, o lip sync foi entre as duas melhores. A música? Nada menos que ‘Starships’ da própria Nicki Minaj. A vencedora, além de ganhar a primeira semana, leva também U$ 5.000 para casa. Quer mais?

Eu sempre acho muita pressão dublar a música com a própria cantora entre os jurados, mas ambas, talvez sem a pressão da eliminação, pareceram se divertir muito, embora a dança de Gigi Goode pareça um pouco… Parada, perto da animação de Widow Von’Du. Enquanto Gigi apostou na comédia, Widow se soltou e até terminou a apresentação descalça. Por isso, não foi a toa Widow foi a vitoriosa, se jogou no chão, fez espacate e até mesmo um relógio com a perna, haja flexibilidade!

Mulher… Tu vai te quebrar assim!

O primeiro episódio terminou animado e com todas felizes, mas claro, não sem RuPaul relembrar que outras drags estão por vir, e algo me diz que essa temporada será muito boa! Vamos esperar os próximos episódios…

E lembrem-se, se não conseguirem se amar, como amarão outra pessoa? Posso ouvir um amém?

Lançamentos

Banda maranhense Basttardz lança “Brasil com Z”, primeiro álbum do grupo

Grupo formado em 2019 lança seu álbum de estreia e já chega metendo o pé na porta com um trabalho crítico e de peso.

(Foto: Reprodução/ @basttardzch)

Todo maranhense já sabe que nossa terra é repleta de músicas que demonstram o que há de melhor na nossa cultura, desde a melodia envolvente do reggae, que chama o casal para dançar agarradinho, até a nossa MPB regional, que canta sobre as belezas do Maranhão e mostra os sons, cores e sabores que só se encontram aqui.

Mas há também um lado do nosso cenário musical que olha para a realidade mais profunda que se passa em todo o país e, por meio de riffs pesados, pedal duplo frenético e vocal rasgado, canta sobre o lado mais triste, porém real, da sociedade. É dessa forma que a banda ludovicense Basttardz se retrata em seu primeiro trabalho completo de estúdio, intitulado Brasil com Z.

Composto por André Nadler (vocais), Francivaldo (guitarra), Rafael Topeira (bateria ) e Adriano Texugo (contrabaixo), o grupo é uma banda de Hardcore/Crossover, fundada em São Luís (MA), que traz influências de grandes nomes como Ratos de Porão, D.F.C, Municipal Waste e D.R.I, aliando os riffs pesados do Thrash Metal à linguagem crítica do Hardcore. E crítica é a palavra que define o primeiro álbum da banda.

(Foto: Reprodução/Basttardz)

Em novembro de 2019 foi lançado o single de estreia “Brasil com Z”, que veio com tudo, mostrando o que a banda queria passar com o novo projeto. A capa do single, a mesma do álbum, juntamente com o nome da faixa, sintetizavam criticamente toda a questão do imposição da cultura norte-americana no Brasil, mostrando várias marcas de produtos famosos e a figura do nativo norte-americano.

Já no início de 2020, o grupo veio com o lançamento da faixa “Fogo na Zona Sul”, que aborda o ódio da burguesia pela periferia, iniciando com um áudio real do episódio “Os pobres vão à praia”, do programa Documento Especial, da década de 90, em que moradores da área nobre do Rio de Janeiro se manifestam contra a entrada das pessoas de periferia nas praias da região.

Já com o lançamento do álbum completo, que possui as duas faixas que já haviam sido lançadas, o Basttardz traz faixas totalmente críticas e irônicas sobre problemas sociais super atuais e que merecem toda a atenção para o problema real que representam.

Com músicas que falam sobre a repressão policial nas periferias, o envenenamento dos alimentos pelos agrotóxicos, a crise do sistema carcerário brasileiro, analfabetismo, as grandes igrejas como instituições predatórias e não como lugares de fé, além de outros problemas presentes no dia a dia como homofobia, racismo, ansiedade, corrupção e alienação, o álbum se mostra um relato necessário para se pensar criticamente os dias de hoje por meio da música.

“Brasil com Z” foi lançado inicialmente apenas nas plataformas de streaming devido ao cenário de pandemia em que estamos vivendo, mas que em breve vai ter a distribuição do formato físico pela gravadora Bigorna Records para todas as lojas do Brasil.

Com certeza o Basttardz é uma das bandas maranhenses do cenário Rock/Metal que merece toda a atenção para o atual e futuros trabalhos. Confira o álbum:

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Lady Gaga e Ariana Grande lançam clipe de ‘Rain on Me’ – assista

Single foi lançado hoje e cantoras trocam carinho pelas redes socais.

Foto: Reprodução/Instagram

Lançada dia 22 de maio, a nova música da parceria entre as cantoras Lady Gaga e Ariana Grande antecede a chegada de Chromática, o novo e sexto disco de Gaga, que tem lançamento marcado para o dia 29 desse mês e já está na pré-venda.

O single da colaboração se intitula “Rain on Me” e é notável os toques do pop antigo da cantora Lady Gaga, como prometido para as músicas dessa discografia que terão nuances que lembrarão sua era de “Mother Monster”, banhada no Pop.

Fã da Lady Gaga desde criança, Ariana revelou poucas horas antes da divulgação o quanto estava empolgada. Em seu twitter oficial escreveu: “Um dia realmente emocionante. Queria poder abracá-la agora Lady Gaga”. Gaga, por sua vez, respondeu um curto mas bonito “Você me inspira”.

Após o comentário ambas trocaram um pouco mais de carinho pelas redes sociais.

Uma vez eu senti que eu estava chorando tanto que nunca mais poderia parar. Ao invés de lutar contra isso, eu pensei que poderia pegar esse sentimento e fazer grandes coisas. Ariana, te amo por sua força e amizade. Vamos mostrar para eles o que temos aqui”, escreveu Gaga no Twitter.

“Uma vez eu conheci uma mulher que conhecia a dor da mesma forma que eu. Que chorou tanto quanto eu, bebeu tanto vinho quanto eu, comeu tanta massa quanto eu que tinha o coração maior do que todo seu corpo. Imediatamente, eu a senti como uma irmã para mim”.

“Ela então me deu a mão e me convidou para o maravilhoso mundo de ‘Chromatica’ e, juntas, nós vamos mostrar quão bonito e reparador é essa porcaria de choro. Espero que essa música faça todos vocês se sentirem tão animadas quanto nós duas. Lady Gaga, você é uma supermulher incrível”, devolveu Ariana.

https://twitter.com/ladygaga/status/1263682451546599426?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1263682451546599426&ref_url=https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fpop-arte%2Fmusica%2Fnoticia%2F2020%2F05%2F22%2Flady-gaga-e-ariana-grande-se-unem-em-rain-on-me-musica-que-integra-o-disco-chromatica.ghtml

Chromática terá 16 músicas e contará com participações incríveis como Elton John e até o grupo de K-pop Blackpink.

Recentemente Gaga afirmou que o lançamento do disco foi adiado por conta da pandemia do COVID-19. Mas agora com data certa, Chromática estará disponível em vários formatos em seu lançamento, inclusive CD, vinis de várias cores e cassete. Também, na linha Chromática, a cantora lançou em seu site oficial vários produtos de merchandising para o álbum.

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‘Amor em Jogo’, comédia estrelada por Gal Gadot, chega à plataformas de streaming

O longa é uma comédia romântica que se passa em Jerusalém, terra natal da atriz.

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O longa foi lançado no Brasil em outubro de 2019 e agora está disponível em serviços de streaming. (Foto: reprodução)

Já estreou nos principais serviços de streaming do país o filme “Amor em Jogo”. Trata-se de uma divertida comédia romântica para todos os gostos, protagonizada pela restrela de Hollywood Gal Gadot. O filme está disponível nas seguintes plataformas digitais: NOW, Looke, Google Play, iTunes, Vivo Play, Microsoft Store e Sky Play.

O longa, que se passa na cidade de Jerusalém, mostra o jogador de futebol israelense Ami (Oshri Cohen), forçado pelo chefão da máfia a fingir que é gay numa punição por ter flertado com Mirit (Gal Gadot), a namorada do criminoso. Ami é banido pelos jogadores e torcedores do time, mas acaba virando um herói da comunidade gay do país.

O casal protagonista é formado pelos israelenses Oshri Cohen e Gal Gadot, atuando em seu trabalho mais recente em uma produção de sua terra natal. A cativante história se baseia em um roteiro que mistura elementos de mundos distintos de maneira leve e irreverente.

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