Connect with us

Na Ilha

12ª Mostra Cinema e Direitos Humanos ocorre em dezembro, em São Luís

O ator e diretor Milton Gonçalves será o homenageado na Mostra.

Milton Gonçalves é considerado um dos mais prolíficos artistas do país, com mais de 70 filmes no cinema. Foto: Divulgação/Rede Globo.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que em 2018 completa 70 anos, será o tema da 12ª Mostra Cinema e Direitos Humanos que ocorre nas 26 capitais do país e no Distrito Federal, entre os meses de novembro e dezembro.

Em São Luís, a mostra será realizada de 5 a 12 de dezembro, no Palacete Gentil Braga, localizado na Rua do Passeio, Centro. Ao todo, serão exibidos 40 filmes, divididos em 4 mostras: Temática, Panorama, Mostrinha (dedicada ao público infanto-juvenil) e Homenagem, que celebra a carreira do ator e diretor Milton Gonçalves. As sessões são seguidas de debates com o público.

A mostra é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos (MDH), com realização do Instituto Cultura em Movimento (ICEM). A programação é totalmente gratuita.

Sobre a programação

Os filmes abordam as diversas temáticas dos Direitos Humanos, como memória e verdade, questões de gênero, população negra, população indígena, população LGBT, imigrantes, direito das pessoas com deficiência, direito da criança, direito dos idosos, direito da mulher, direito à saúde, direito à educação, diversidade religiosa e meio ambiente.

Para permitir a acessibilidade, todas as sessões contam com closed caption, e em sessões selecionadas haverá áudio descrição e intérpretes de Libras. Os espaços onde ocorrem as exibições também possuem estrutura acessível para receber os diferentes públicos, além de contar com a programação em Braille para consulta.

O tema escolhido para este ano, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, surgiu em 1948 como um grito de liberdade e o clamor por respeito, contra o fascismo e as milhões de mortes da 2ª Guerra Mundial. Segundo a Diretora de Promoção e Educação em Direitos Humanos do MDH, Juciara Rodrigues, a Mostra promove ações públicas que transcendem governos, por isso já está em sua 12ª edição.

Milton Gonçalves será homenageado

O ator e diretor Milton Gonçalves, um dos mais prolíficos artistas do país com mais de 70 filmes no cinema, será o homenageado na Mostra. Presente nas telas e palcos desde a década de 50, participou da história da televisão, do teatro e do cinema brasileiros.

Sua versatilidade dramática e seu talento venceram as barreiras que normalmente são impostas aos artistas negros no país.

Veja abaixo os filmes que irão compor a programação:

Mostra Temática – 5 filmes;

Café com Canela – Direção: Ary Rosa e Glenda Nicácio/ Local: Brasil/ Ano: 2017/ Duração: 100’/ Gênero: Drama;

Eduardo Galeano Vagamundo – Direção: Felipe Nepomuceno/ Local: Brasil/ Ano: 2018/ Duração: 72’/ Gênero: Documentário;

Henfil – Direção: Angela Zoe / Local: Brasil/ Ano: 2017/ Duração: 74’/ Gênero: Documentário;

Heróis – Direção: Cavi Borges / Local: Brasil/ Ano: 2018/ Duração: 70’/ Gênero: Documentário;

Histórias da Fome no Brasil – Direção: Camilo Tavares / Local: Brasil/ Ano: 2017/ Duração: 52’/ Gênero: Documentário;

Mostra Homenagem – Milton Gonçalves- 5 filmes;
Carandirú – Direção: Héctor Babenco/Local: Brasil/Ano: 2013/Duração: 146′;
Lúcio Flávio – Direção: Héctor Babenco/Local: Brasil/Ano: 1977/Duração: 118′;
O Que é Isso Companheiro? – Direção: Bruno Barreto/Local: Brasil/Ano: 1997/ Duração: 110′;
Rainha Diaba – Direção:Antônio Carlos da Fontora/Local: Brasil/Ano: 1974/ Duração: 110′;
Eles Não Usam Black Tie – Direção: Leon Hirszman /Local: Brasil/Ano: 1981/Duração:134′;

Mostra Panorama – 25 filmes;
Nós – Direção: Thiago dos Santos Simas/Local: Brasil/Ano: 2016/Duração: 5′ 30″/ Imigrantes;
Do Outro Lado – Direção: Bob Yang e Frederic Evaristo/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 14’/ População LGBT;
Um Café e Quatro Segundos – Direção: Cristiano Requião/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 15’/ Memória e Verdade;
A rua das casas surdas – Direção: Gabriel Mayer e Flávio Costa/Local: Brasil/Ano: 2016/Duração: 8’/ Memória e verdade;
Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones – Direção: Elias Norberto da Silva, Juana Morais, José Gutin Rodriguez, Maurício Nunes e Sandro Livramento /Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 25’/Direito da pessoa com deficiência;
Batuque Gaúcho – Direção: Ségio Valentim e Mestre Paraquedas/Local: Brasil/Ano: 2014/Duração: 26’/Diversidade religiosa;
Lacerda, O Corvo da Guanabara – Direção: Sayd Mansur/Local: Brasil/Ano: 2017/Duração: 18′ 38″/ Memória e Verdade;
Monocultura da Fé – Direção: Joana Moncau e Gabriela Moncau/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 23’/População Indígena;
As Sementes – Direção: Beto Novaes e Cleisson Vidal/Local: Brasil/Ano: 2015/Duração: 32’/ Meio Ambiente;
À Espera – Direção: Nivaldo Vascencelos e Sónia André/Local: Moçambique/Ano: 2016/Duração: 22’/ Direito a criança e adolescente e questão de gênero;
Enrolado na Raiz – Direção: Camila Caracol/Local: Brasil/Ano: 2015/Duração: 23’/ População Negra;
Repense o Elogio – Direção: Estela Renner/Local: Brasil/Ano: 2016/Duração: 48’/Questão de gênero;
Waapa – Direção: David Reeks, Paula Mendonça e Renata Meireles/Local: Brasil/Ano: 2017/Duração: 20’/População Indígena;
Outro Olhar – Direção: Renata Sette/Local: Brasil/Ano: 2016/Duração: 34’/ Direitos da pessoa com deficiência;
Marcos Medeiros – Codinome Vampiro – Direção: Vicente Duque Estrada/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 71’/ Memória e Verdade;
Tente entender o que tento dizer – Direção: Diego Paiva /Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 85’/Direito à saúde;
Nunca Me Sonharam – Direção: Cacau Rhoden/Local: Brasil/Ano: 2017/Duração: 84’/Direito à educação;
Chega de Fiu Fiu – Direção:Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 73’/ Questão de Gênero;
Menina de Barro – Direção: Vinícius Machado/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 97’/ Bullying;
O Começo da Vida – Direção: Estela Renner/Local: Brasil/Ano: 2016/Duração: 97’/Direito da Criança;
A Rua é NOIZ – Direção: Eduardo Cunha Souza e Pedro Cela/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 14’/Cultura, Educação e Direitos Humanos;
Narrativas de um crime – Direção: Alison Zago/Local: Brasil/Ano: 2017/Duração: 15’/ Combate à violência e LGBT;
Uma Bala – Direção: Piero Sbragia/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 2’/Defesa aos defensores dos Direitos Humanos;
Nomes que Importam – Direção: Muriel Alves e Angela Donini/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 15’/ População LGBT;
Sociedade etiquetada – Direção: Helena Araújo/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 5’/Direitos Humanos;

Mostrinha – 5 filmes;
Príncipe da Encantaria – Direção: Izis Negreiros/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 11′;
Louise – Direção: Andressa Fernandes, Amanda Gomes e Nathanael Cruz/Local: Brasil/Ano: 2017/Duração: 5′;
A Natureza Agradece – Direção: Ana Maria Cordeiro e Ricardo Podestá/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 14′;
A Bicicleta do vovô – Direção: Henrique Dantas/Local: Brasil/Ano: 2018/Duração: 22′;
A câmera de João – Direção: Tothi Cardoso/Local: Brasil/Ano: 2017/Duração: 22′.

Na Ilha

The Caldo de Cana lança os singles “Você Me Usou” e “Aliciando”, prévias do disco de estreia

Ambas as faixas já estão disponíveis nas principais plataformas de música digital. Duo foi selecionado no edital do Itaú Cultural em 2020

(Capa do single "Você me usou". Ilustração: Gabriel Hislla)

Com inspiração em sonoridades regionais, a dupla The Caldo de Cana está prestes a lançar o seu primeiro álbum de estúdio. Para dar o gostinho do que está por vir, Benedicto Lima e Felipe Costa Cruz (conhecidos na cena musical maranhense como “Bené” e “Felipe Mestre”) lançam os primeiros singles da carreira: as dançantes “Você Me Usou” e “Aliciando”, disponíveis nas principais plataformas de música digital.

Os primeiros singles do grupo resumem bem a alma do projeto, criando uma energia ímpar para criar uma grande festa. As músicas são composições de Benedicto Lima e Felipe Costa Cruz, que trabalham juntos no duo desde 2017. O estilo musical da dupla foi criado pela própria The Caldo de Cana: o “Afrorróbaioquebeat”, uma mistura que vai do afrobeat ao forró, passando pelo baião e ritmos caribenhos, com espaço ainda para o folk, xaxado, brega, bolero e a techno-embolada.

“O propósito da The Caldo de Cana é justamente esse: de divertir todo mundo. De criar essa vontade de se mexer, abraçar, dançar, suar, beber, beijar, talvez chorar um pouco pra rir bastante logo depois”, pontua o compositor. 

“A The Caldo de Cana foi criada em 2017 e logo no início já tínhamos algumas composições próprias. Queríamos fazer algo apenas autoral, e aí surgiu a ideia de levar em frente a banda, com esse objetivo. Começamos a compor muito, juntando mais composições as que já existiam. Assim nosso repertório foi ganhando corpo. E acabamos selecionando pra dupla as músicas que mais tinham a ver com a sonoridade que queríamos no momento”, afirma Bené.

“Você Me Usou” foi composta em 2016 e carrega, em sua melodia e suas referências, as memórias do município de Alcântara e das lembranças de grandes artistas brasileiros do brega, como Reginaldo Rossi, Altemar Dutra, entre outros.

Já “Aliciando”, feita em 2019, está entre as composições da dupla que foram criadas à distância – ambos trocando tanto letras quanto melodias por WhatsApp. “A princípio, era uma bossa nova e transformamos em brega. […] Bené veio pra São Luís e, em uma semana, terminamos a música. E já pensávamos com um formato brega”, analisa Felipe. A faixa, inclusive, foi premiada na edição 2019 do Festival Nacional de Música de Imperatriz (FMI), como Melhor Música.

“Tanto ‘Você Me Usou’ e ‘Aliciando’ se traduzem em uma simples, mas importante mensagem: ‘Curta esse momento. Aqui, agora. A vida é uma festa’”, comenta Felipe.

As faixas “Você Me Usou” e “Aliciando” antecipam o primeiro disco homônimo da The Caldo de Cana, que foi gravado na CASA LOCA, com produção de Adnon Soares (Casa Loca, Marcos Lamy, Gu7o, RAUCHOA, Bimbo, Soulvenir, Paulão, entre outros). A previsão de lançamento do álbum é para o inicio do segundo semestre de 2020.

Ouça Você me usou:

Ouça “Aliciando:

Itaú Cultural

Em 2020, o duo maranhense The Caldo de Cana esteve entre os 200 trabalhos selecionados no segundo edital da série Arte como respiro: múltiplos editais de emergência, do Itaú Cultural.

O edital, que tem o objetivo de acolher e apoiar os artistas sujeitos a atuar isoladamente e sem remuneração durante o período de recolhimento, selecionou o duo do Maranhão entre mais de 12 mil trabalhos inscritos.

Além da The Caldo de Cana, outros quatro artistas maranhenses foram selecionados. São eles: Banda Cena Roots, Jefferson Carvalho, Boi do Una e Dicy.

Leia Mais

Na Ilha

Projeto nacional do Sesc seleciona 15 artistas maranhenses para apresentações culturais

O Nordeste ficou em segundo lugar no ranking de propostas contempladas.

Por

Vinaa foi um dos artistas selecionados pelo projeto cultural. (Foto: divulgação)

A pesquisa de Percepção dos Impactos da Covid-19 nos Setores Culturais e Criativos do Brasil, divulgada na segunda (29), revelou que os artistas foram os mais afetados pela pandemia. Nesse momento delicado para o setor, o Sesc fortalece essa rede levando para o público apresentações em formato digital, nos mais diversos segmentos, por meio do projeto Sesc Cultura ConVIDA! Selecionando 470 trabalhos artísticos, o Nordeste ficou em segundo lugar no ranking de propostas contempladas, com 30,85%, e desse total quinze maranhenses foram selecionados.

As comissões de seleção, compostas por profissionais de Cultura do Sesc, consideraram a acessibilidade, representatividade e proporcionalidade a partir de uma perspectiva interseccional, territorial e geracional, das propostas nas suas múltiplas expressões, tendo como base a Política Cultural do Sesc (2015), principalmente no quesito da diversidade.

Das propostas contempladas, 7,66% são do Centro-Oeste, 30,85% do Nordeste, 9,15% do Norte, 41,70% do Sudeste e 10,64% da região Sul e 61,06% têm mulheres como proponentes, 33,62% homens e 5,32% não cisgêneros. No recorte de raça, 5,32% das propostas contempladas do Sesc Cultura ConVIDA! foram apresentadas por indígenas, 1,70% por amarelos, 28,94% por pardos, 31, 91% por negros e 32,13% por pessoas brancas.

O Maranhão está bem representado no projeto Sesc Cultura ConVIDA! e terá a oportunidade de divulgar nacionalmente suas tradições e talento. Na lista de aprovados, 11 artistas de São Luís, 1 de Paço do Lumiar, 1 São José de Ribamar e 2 de Cururupu. São eles: Amanda Mendes, Andressa Cabral, Camila Bezerra, Cleosvaldo Diniz, Daniel Ferreira, Emilia Justina, Fernanda Monteiro (Grupo Afrôs), Geane Viana, Igor Carvalho, Isabelle Passinho, Dinho Araújo, Edi Bruzaca, Luiz Vinicius Muniz, Silvana Pinto e  Ywira Ka’i.

 Com o Sesc Cultura ConVIDA!, o Sesc contribui para o fomento e a difusão da economia criativa no Brasil por meio do incentivo à pesquisa e à produção nas diversas manifestações artísticas e a valorização do patrimônio cultural brasileiro, reafirmando o papel inovador e propositivo da instituição na promoção de ações para o desenvolvimento humano e social.

Leia Mais

Eventos

Festival Guarnicê de Cinema anuncia edição virtual para 2020, devido à pandemia

A 43ª edição do evento será realizada de 14 a 21 de outubro, com mostras competitivas e premiações.

Por

(Foto: divulgação)

O Festival Guarnicê de Cinema anunciou algumas modificações em seu formato, para que o evento ocorra ainda este ano. Em razão da pandemia do novo Coronavírus, o festival que reúne o público para prestigiar produções audiovisuais será realizado virtualmente.

A 43ª edição do Festival Guarnicê de Cinema será de 14 a 21 de outubro de 2020, de forma totalmente online. O comitê organizador do festival garantiu todas as mostras competitivas e premiações, conforme previsto no edital do evento.

https://www.instagram.com/p/CB3cpkVJIHY/?utm_source=ig_web_copy_link

Inicialmente, a edição 2020 do evento havia sido programada para ocorrer em junho e pelas circunstâncias da Covid-19 precisou ser adiado. A realização do Festival Guarnicê de Cinema é da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec), via Diretoria de Assuntos Culturais (Dac), com apoio de instituições públicas e empresas.

Com o objetivo de difundir produções audiovisuais e promover o intercâmbio entre realizadores de países ibero-americanos e de língua portuguesa, o Guarnicê reúne mostras competitivas nacionais de curtas e longas, e, exclusivas aos realizadores maranhenses, mostras competitivas estaduais de curtíssimas, curtas e longas. Além de ser composto, também, pela categoria de reportagem televisiva de caráter documental e especial, seriada ou não; videoclipe e filme publicitário.

Premiações

As premiações oficiais são a de melhor longa nacional, que receberá o Troféu Guarnicê mais R$ 23 mil reais, dedutíveis de impostos; melhor curta nacional, que receberá o Troféu Guarnicê e mais R$ 12 mil reais, também dedutíveis de impostos, e o Prêmio Assembleia ao melhor filme realizado por maranhenses com premiação em dinheiro de 10 salários mínimos, também dedutíveis de impostos.

Leia Mais