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Se Liga

12ª FeliS apresentará sete edições do projeto Literatura Mútua

Programação especial será realizada no Espaço da Juventude.

Foto: Divulgação.

O projeto Literatura Mútua promoverá, pelo terceiro ano consecutivo na Feira do Livro de São Luís (FeliS), sete rodas de conversa com autores nacionais e locais mediadas pela jornalista e escritora Talita Guimarães, entre os dias 18 e 25 de novembro, no Espaço da Juventude, instalado no Multicenter Sebrae.

Participarão das edições especiais do projeto literário dentro da programação da 12ª FeliS os escritores Lindevania Martins (18/11), Milena Carvalho (19/11), Felipe Correa (20/11), Mário Rodrigues (21/11), Isis Rost (23/11), Clarissa Carramilo (24/11) e Elizeu Cardoso (25/11). Todos os encontros serão às 16h.

“É sempre uma grande alegria participar da Feira do Livro de São Luís, sobretudo em um espaço já consagrado de conversas com jovens leitores sobre experiências de leitura e escrita de autores contemporâneos. Vamos festejar o que há de melhor no panorama literário local e nacional. E como sempre desfrutar da rica possibilidade de escuta e partilha que estar na presença de grandes escritores proporciona”, destaca a jornalista Talita Guimarães, idealizadora do projeto que, após dois anos em circuito por São Luís, foi encerrado em dezembro de 2017 e retorna agora, exclusivamente, para a FeliS.

As rodas de conversa do Literatura Mútua priorizam experiências de leitura e escrita de autores que são convidados a relatar como a leitura atravessa suas percepções humanas e influenciam em seus trabalhos. Durante a conversa, o público pode interagir com os autores e no final participar de sessões de autógrafos e lançamentos.

Literatura Mútua

O Literatura Mútua é um projeto literário sem fins lucrativos idealizado pela escritora e jornalista Talita Guimarães, que visa reunir escritores contemporâneos, publicados ou não, em rodas de conversa sobre experiências de leitura e escrita.

Entre agosto de 2016 e dezembro de 2017, o projeto realizou 44 edições com 26 escritores em rodas de conversa mensais distribuídas por cinco espaços parceiros em São Luís-MA (Galeria Trapiche, Feira do Livro de São Luís, Biblioteca Municipal do Bairro de Fátima, Centro de Ensino São Cristóvão e Livraria e Espaço Cultural AMEI).

Em duas temporadas, passaram pelo projeto os escritores Felipe Castro (MA), Sabryna Mendes (MA), Jônatas (MA), Júlia Emília (MA), Thalita Rebouças (RJ), Ferréz (SP), Duda Veloso (MA), Igor Nascimento (MA), Gustavo Lacombe (RJ), Zema Ribeiro (MA), Manu Marques Barbosa (MA), Laísa Couto (MA), Elizeu Cardoso (MA), Aurora da Graça (MA), Dyl Pires (MA), Beto Scanssette (DF), Thayná Rosa (MA), Jaqueline Morais (MA), Déa Alhadeff (MA), Lúcia Santos (MA), Fernando Abreu (MA), Jorgeana Braga (MA), Frederick Brandão (MA), Sharlene Serra (MA), Rose Panet (PB) e Júnior Lobo (MA).

Talita Guimarães

Natural de São Luís-MA (1989), é jornalista, escritora e graduanda na Licenciatura em Letras/Português (UFMA). Autora de Recorte! (2015) e Vila Tulipa (2007), premiado no XXX Concurso Literário e Artístico Cidade de São Luís em 2006. Integra ainda a coletânea São Luís em Palavras (2017).

Nos anos de 2016 e 2017, escreveu e ilustrou crônicas para a coluna Recorte! publicada, semanalmente, no site Armazém de Cultura. No âmbito do incentivo à leitura e difusão literária, idealizou e mediou a circulação literária por galerias, escolas, bibliotecas e livrarias do projeto Literatura Mútua em São Luís.

No meio audiovisual, assinou a produção do curta-metragem Carta Vermelha (MA, 2016, 7′), dos diretores maranhenses Josh Baconi e Nat Maciel e a assistência de direção da série para TV Pública O dia em que nos tornamos terroristas, dirigida pelo cineasta gaúcho radicado no Maranhão Lucian Rosa.

Em 2017, em parceria com o Grupo TeatroDança, escreveu texto para a performance Menestréis que apresenta a trajetória de 32 anos do grupo fundado pela dramaturga maranhense Júlia Emília.

Autores convidados:

LINDEVANIA MARTINS – Graduada em Direito com Mestrado em Cultura e Sociedade (Universidade Federal do Maranhão). Delegada de Polícia entre os anos de 1998 e 2001, atualmente é defensora pública atuando no Núcleo Especializado de Defesa da Mulher e População LGBT, no Maranhão. Primeiro lugar no Concurso Literário Cidade de São Luís, categoria contos, nos anos de 2003 e 2005. Menção honrosa em Concurso nacional de Contos da OAB Nacional (2006). Selecionada para publicação em Concurso de Originais da Editora Benfazeja (2017). Finalista no 1o. Concurso Nacional de Contos Ciclo Contínuo (2017). Possui contos e poemas publicados na Antologia Eros (2001), Antologia Contos de Advogados (2006), Revista Benfazeja (2017), I Antologia Internacional Mulherio das Letras – Mulheres pela Paz (2018), Revista Marinatambalo-Crítica e Literatura (2018), Antologia Conexões Atlânticas (2018), Antologia de Contos Ciclo Contínuo (2018), Antologia do Desejo – Literatura que Desejamos (2018) e Revista Gueto (2018). Jurada em concurso internacional de contos “Her Story”, da Plataforma Sweek em conjunto com o Leia Mulheres (2018). Mediadora do Leia Mulheres em São Luís do Maranhão. Integrante do movimento nacional Mulherio das Letras. Autora dos livros de contos “Anônimos” (Prefeitura de São Luís, 2003), “Zona de Desconforto” (Editora Benfazeja, 2018) e “A Outra” (inédito, com publicação prevista em 2019).

MILENA CARVALHO – Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual do Maranhão, e em cinema pela Escuela Profesional de Cine y Artes Audiovisuales de Eliseo Subiela, em Buenos Aires. Ainda na Argentina, escreveu o longa-metragem A Estrada, uma homenagem à Cururupu – Maranhão, onde viveu parte de sua infância. De volta ao Brasil, entrou para a ONG Grupo Pensar Cultural e passou a dar aulas de cinema no Complexo do Alemão, na cidade do Rio de Janeiro. Com outros seis autores montou o coletivo Visceralistas, plataforma online em que publicam textos regularmente. Seu primeiro conto, Gado Marcado, foi publicado na antologia Haja-nos, pontapé inicial para a escrita do livro Quem é essa mulher?.

FELIPE CORREA – Escritor e ator de São Luís-MA. No teatro atuou em peças importantes como “O Mulato” de Aluísio Azevedo, “Post Mortem”, de sua autoria e direção de Ivy Faladeli e “As Dez Coisas que meu Pai Deveria Ter Ouvido Antes de Ter Ido para a Guerra” texto e direção de Ivy Faladeli, todos pela Companhia Drao, Teatro da (In) constância. Em 2014, foi premiado no 35° Concurso Literário Cidade de São Luís na categoria Peça Teatral com a obra “Post Mortem” e na edição seguinte do mesmo certame (2015) foi agraciado com o primeiro lugar nas categorias Peça Teatral com “Soleil Levant” e Novela com “Pó”. Em 2017 ficou responsável pela dramaturgia do espetáculo João do Vale, O Musical, a convite do Teatro Arthur Azevedo. No mesmo ano publicou a peça “Die Brücke” pela Editora Viseu.

MÁRIO RODRIGUES – Nasceu em Garanhuns, Pernambuco em 1977. É professor de literatura, redação e português. Mantém o blog de críticas literárias Na estante do Mário (www.mariorodrigues.com.br). Seu livro “Receita para se fazer um monstro”, publicado pela Editora Record venceu o Prêmio Sesc de Literatura 2016 na categoria Contos e foi finalista do Prêmio Jabuti 2017. Em 2018, lança “A cobrança” (Record).

ISIS ROST – Natural de Porto Alegre-RS, radicada há tempos em São Luís-MA. Formada em Ciências Sociais pela UFMA, publicou o livro “O Risco do Berro – Torquato Neto, morte e loucura”. Atualmente desenvolve uma pesquisa sobre a Revista Navelouca, organizada por Torquato Neto e Waly Salomão, marco cultural dos anos de chumbo da ditadura.

CLARISSA CARRAMILO – Escritora, graduada em Comunicação Social – Jornalismo (UFMA) e mestre em Ciências Sociais (UFMA). Nasceu em São Luís (MA), no dia 04 de março de 1989. Trabalhou como redatora do site G1 Maranhão e foi assessora de imprensa na Sedihpop. Em 2017, foi selecionada pelo Edital Fapema de Apoio à Publicação de Obras Literárias, por meio do qual publicou o seu primeiro livro Cidade Espanto (2018) pela Editora Oito e Meio. Atualmente, mora em Manaus (AM), onde trabalha em um novo romance.

ELIZEU CARDOSO – Natural de Pinheiro-MA (1975), Elizeu Cardoso é escritor, compositor, documentarista e Professor de Geografia. Sua vasta carreira na música já foi reconhecida com prêmios em festivais, entre eles o Festival de Música de Pinheiro (1992), Festival João do Vale de Música Popular (2008) e Fesmap – Canta meu Nordeste (2012), já tendo inclusive composições suas gravadas pela banda The Lions e pelo Boi Pirilampo e sido indicado ao Prêmio Rádio Universidade FM por seu disco “Todos os Cantos”, lançado em 2003. Em 2011, lançou o documentário “Abraão Cardozo: uma vida em Hai-Kai” sobre o poeta e intelectual pinheirense Abraão Cardozo, que já foi considerado o maior orador estudantil do país. Na Literatura, destaca-se pelo realismo mágico de sua obra, formada pelos livros “Dias Amarelos” (2013), “A Dança dos Ventos” (2016) e “Mar de Areias” (2018). É membro da Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências- APLAC desde 2014, onde ocupa a cadeira de n. 15, cujo patrono é seu tio Abraão Cardozo, e ocupada primeiramente por seu pai, Napoleão Cardoso. Em 2016, alguns dos seus contos foram reunidos no espetáculo “Miúdos Contos Para Gente Graúda” sob a direção de Lívia Lima e Rosa Ewerton, na 10ª Feira do Livro de São Luís.

 

*As informações são do projeto Literatura Mútua.

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Festival de hip-hop KEBRADA começa nessa sexta-feira (6)

A programação conta com show do rapper Rincon Sapiência

A 2ª edição do festival KEBRADA, que celebra a cultura urbana e o hip-hop, já tem data marcada. Durante essa sexta-feira (6) até o dia 21 de dezembro, a partir das 14h, no Centro de Cultura da Vale (CCVM), na Praia Grande, vai rolar uma programação totalmente gratuita dedicada à arte das quebradas. Serão promovidas oficinas, mostras, batalhas de rima e dança, shows e rodas de conversa durante as sextas-feiras e sábados. O evento vai reunir 48 artistas e profissionais de rima, break, graffiti e djs, locais e nacionais.

No dia 6, a programação será aberta com a Oficina Produção Musical: Arte do Rap, ministrada pelo rapper e produtor Jonny São, que já abriu shows de nomes como Racionais MC e M.V. Bill. Durante a oficina serão abordadas os elementos técnicos necessários para a produção independente de música, sua divulgação e a gestão de carreira de rappers e MCs, além de trabalhar também as técnicas de rimas, flow, métrica e batidas instrumentais. Para se inscrever, gratuitamente, basta enviar enviar nome, telefone e oficina desejada para o e-mail contato@ccv-ma.org.br.

Outras atividades que irão rolar durante a programação serão as batalhas. Ainda no dia 6, às 19h, também no CCVM, ocorre a primeira a seletiva nas modalidades rima e passinho. Na primeira, os jurados serão MC Alcino e Preto Fiel. Já na segunda, a decisão ficará por conta de Victor SLZ, Glede A e David Maloca. A final será no dia 20 e os vencedores ganharão medalhas e um prêmio em dinheiro. Para participar, é só enviar nome e telefone para o e-mail contato@ccv-ma.org.br, com o nome da batalha que quer concorrer no assunto do e-mail.

O KEBRADA também traz diversos shows na programação. No sábado (7), às 19h30, a noite vai ferver ao som do DJ ASTRO, MC Alcino e outros nomes. O último dia de festival será fechado com chave de ouro com a apresentação do rapper e poeta brasileiro Rincon Sapiência.

Para mais informações, acesse o site da CCVM.

Confira a programação.

06/12 sexta
14h às 18h OFICINA DE PRODUÇÃO MUSICAL, com JHONNY SÃO
DJ WEX
19h BATALHA DE PASSINHO, organização Glauciane Pires
20h BATALHA DE RIMA (SELETIVA 1), organização MC Alcino e Cadete

07/12 sábado
14h às 18h OFICINA DE PRODUÇÃO MUSICAL, com JHONNY SÃO
14h às 18h OFICINA DE GRAFFITI, com EDI BRUZACA
18h MOSTRA DANÇA AQUI: KRUMP SLZ + JUÇARA SQUAD + REVOLUÇÃO DAS RUAS
+ PLANO B CREW + LION HEARTED FAM + CRUSHES + OS MENOR DO FUNK
19h30 SHOW : DJ ASTRO +QG NORDESTINO + CARLIM CLH +OVNI + BANCA CDL+ MC ALCINO

13/12 sexta
14h às 18h OFICINA DE DJ, com ERICK JAY
14h às 18h OFICINA COMO MONTAR O ÁUDIO DE UM PEQUENO SHOW, com GRUPO ZONA
DJ NANNY RIBEIRO
19h BATALHA DE DANÇA ALL STYLE, organização André Dumará
20h BATALHA DE RIMA (SELETIVA 2), organização MC Alcino e Cadete

14/12 sábado
14h às 18h OFICINA DE DJ, com ERICK JAY
14h às 18h OFICINA COMO MONTAR O ÁUDIO DE UM PEQUENO SHOW, com GRUPO ZONA
17h30 TROCA DE IDEIA, com THIAGO ELNIÑO e ERICK JAY
19h SHOW: DJ JOHNNY JAY + CFN + BIG BOY + CONTRABANDO LÍRICO
20h30 SHOW: ERICK JAY
21h SHOW: THIAGO ELNIÑO

20/12 sexta
14h às 18h OFICINA PRIDE: PRODUÇÃO INDEPENDENTE E DESAFIOS ENFRENTADOS, com ENME PAIXÃO
14h às 18h OFICINA DE BBOY, com PYTUYBA
14h GRAFFITI (criação do painel): BNK + CAJU + EDUARDO INKE + NEGONICA +
NSW NASCIMENTO + RICARDO KDIN
DJ CAIO OIK
19h BATALHA DE BBOY, organização Elias de Castro
20h BATALHA DE RIMA (FINAL), organização MC Alcino e Cadete

21/12 sábado
14h às 18h OFICINA PRIDE: PRODUÇÃO INDEPENDENTE E DESAFIOS ENFRENTADOS, com ENME PAIXÃO
14h às 18h OFICINA DE BBOY, com Elias de Castro
14h GRAFFITI (criação do painel): BNK + CAJU + EDUARDO INKE + NEGONICA +
NSW NASCIMENTO + RICARDO KDIN
17h30 TROCA DE IDEIA com RINCON SAPIÊNCIA
19h30 SHOW: DJ JUAREZ + RAFIZA + CONDE
21h SHOW: RINCON SAPIÊNCIA

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Coberturas

Lista de Cinco | BR 135 e pontos positivos e negativos do festival

A 8ª edição do BR 135 consagrou o festival musical como o maior do estado.

Foto: Laila Razzo

A última semana de novembro marcou o ano dos maranhenses e o Festival BR 135 é o responsável. Os dias 28, 29 e 30 foram aguardados com muita expectativa e cumpriram com êxito o quê haviam prometido. Pela tarde, o Conecta Música, que abriu as programações dos três dias de festival, promoveu uma série de palestras, rodas de conversas e workshops em pontos específicos da Praia Grande. Já no período da noite, os vocais dos artistas se uniram como com os do público e tornaram as noites de São Luís ainda mais quentes. Um verdadeiro ritual de celebração e amor à cultura.

Com prós e contras, o festival saiu com saldo positivo e, com certeza, ampliou o leque de eventos anuais para por no calendário, principalmente do público que experimentou pela primeira vez o quê a festa teve a oferecer. Saca só alguns pontos positivos e negativos da 8ª edição do BR 135.

1. Espaço

Quando divulgado o local que receberia o BR deste ano, alguns não receberam a notícia da melhor forma. Parte do público afirmou que a escolha foi fruto de um processo de higienização.

E essa afirmação não foi necessariamente vazia. Nos últimos meses, o Centro Histórico de São Luís, antiga sede do festival, e ponto de realização de eventos populares e gratuitos, vem recebendo cada vez menos a programação que há anos dava vida ao local.

Contudo, é inegável que o novo espaço do BR foi um dos pontos mais fortes desta edição. A Praça Maria Aragão e a Praça Gonçalves Dias trataram de consolidar o BR como o maior festival de música do Estado. Foram dois espaços destinados à música eletrônica e às atrações principais. Além disso, por ser mais amplo, o local permitiu que o público pudesse transitar por todo o evento sem dificuldades, se deslocar até a praça de alimentação e voltar para acompanhar os shows tranquilamente e ainda tirar boas fotos para publicar no Instagram (A decoração estava massa).

2. Localização e Mobilidade

A Praça Maria Aragão foi uma ótima escolha para quem quis transitar pelo festival sem ter que enfrentar muita muvuca. Por outro lado, para aqueles que dependiam do transporte público, foi uma faca de dois gumes.

Boa parte da galera que vai ao BR 135 é composta por jovens e universitários, oriundos de bairros distantes do centro de São Luís. Infelizmente, a capital ainda não possui uma logística de transporte eficiente que atenda às necessidades de eventos noturnos. Com a certeza de que várias linhas não iriam mais rodar em determinado período da noite, muitos tiveram que abrir mão de assistir os headliners para que pudessem chegar em casa.

E esse não é o único fato a se destacar. Além dessa problemática, a galera ainda enfrentou os ônibus que não paravam nos pontos da Rua Rio Branco e da Praça Maria Aragão, mesmo ao sinalizarem parada. No começo da noite também, por conta das ruas estreitas próximas das Praças, o vai e vem de quem estava no evento ocasionou trânsito lento naquela região, principalmente no sentido Centro/Beira-Mar.

3. Lineup

O BR 135 tem a proposta de trazer artista que, dificilmente, desembarcariam em São Luís para trazer seu show. A 8ª edição do festival não foi diferente, mas caprichou ao trazer uma lineup bem diversificada.

Funk carioca, MPB, ritmos baianos, música eletrônica, reggae e outros gêneros rechearam a programação dos três dias. Foi uma variedade de ritmos que atendeu a todos os gostos. Não foi difícil ouvir dos seus amigos o nome de apenas uma atração que eles estavam a fim de assistir. E, para quem não conhecia nenhuma, com certeza, deve ter saído apaixonado pelo som de algum artista/banda que subiu no palco principal ou, até mesmo, da vibe inclusiva e democrática transmitida pelo evento.

Foto: Laila Razzo

4. Público da quinta-feira

O festival foi esperado com muita expectativa por muitos, mas, infelizmente, isso não se refletiu no número de pessoas presentes no primeiro dia. Além disso, pelo tamanho da praça, a sensação se ampliou ainda mais.

Foi um tanto constrangedor presenciar as atrações da quinta-feira (28) se apresentarem para um pequeno aglomerado de pessoas próximas da grade. O pior foi ver alguns que estavam perto do palco de costas para os artistas (E isso não foi só na quinta). Mesmo assim, a situação não foi motivo para desanimar os nomes da noite, que entregaram apresentações fortes e marcantes.

5. Cidade Alta e muita música eletrônica

A Praça Goncalves Dias, que leva o nome de um dos principais poetas maranhenses, tornou-se num saral de beats e arranjos sintéticos. A Praça, batizada de Cidade Alta pelos três dias do festival, foi a principal porta de entrada para o novo público.

Vários Djs maranhenses e de outros estados trouxeram um set bem trabalhado, com remixes de músicas da cultura popular, do cenário pop e autorais, que colocou muito marmanjo duro para dançar. O resultado? Bem, teve gente que nem se quer pensou em sair do Cidade Alta enquanto grandes nomes subiam no palco principal.

Além disso, durante o intervalo das atrações na Maria Aragão, um dj comandava o palco para manter o ânimo e a empolgação da galera. A sexta-feira teve o melhor setlist da noite, que energizou ainda mais o público ansioso para ver a Potyguara Bardo e Atoxxa.

Foto: Laila Razzo
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Destaque

Artista plástico que usa pernas e boca para pintar ganha exposição em São Luís

A exposição vai estar em cartaz até o dia 6 de dezembro e é aberta ao público

As adversidades e limitações impostas pela vida são sempre os obstáculos principais que separam as pessoas dos seus sonhos, mas há sempre aqueles que conseguem contorná-las de maneira inspiradora. Esse é o caso do artística plástico Lucas Luciano, de 17 anos. O artista, que usa as pernas e a boca para pintar, ganhou uma exposição com 25 obras autorais, em São Luís, que estará aberta ao público até a próxima semana.

A exposição, que iniciou hoje (25), está em cartaz na Galeria de Arte Celso Antônio de Menezes (Hall do Fórum Des. Sarney Costa), localizada na Av. Carlos Cunha, Calhau. A galeria funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. A entrada é gratuita.

Sobre o artista

O adolescente nasceu com má formação nos membros superiores e inferiores, mas isso não foi obstáculo para desenvolver desde cedo o seu dom. Com apenas 3 anos, e após participar de uma ação social em um hospital onde realizava exames periódicos, Lucas viu crianças brincando com papel e tinta e logo o interesse pela pintura despertou. O que no início era apenas uma brincadeira, passou a ganha contornos mais refinados e, hoje, Lucas se inspira nas paisagens de sua cidade natal, Lago Pedra (MA), e também de São Luís, para dar vida a suas obras.

E os talentos do garoto não param por aí. Além de pintor, ele também toca teclado e faz parte de uma banda gospel. Além disso, Lucas Luciano carrega o feito de ser o único artista maranhense a fazer parte da Associação Internacional de Pintores com os Pés e Boca, entidade que apoia cerca de 800 artistas em 75 países.

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