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Críticas

Crítica | Arrow – 5ª Temporada

Depois de duas temporadas, finalmente Arrow conseguiu resgatar a própria identidade.

Foto: Divulgação/CW

Parecia que a quinta temporada seria a última chance de Arrow reagir à queda de interesse do público após duas temporadas que afastaram Oliver Queen do universo que tanto chamou atenção quando foi apresentado. Foram duas tentativas de expandir a mitologia da série e se aproximar do tom da irmã The Flash, que é sucesso de público. Tentativas falhas, era hora de apostar pra valer! E para a nossa alegria, a redenção veio.

Ao longo de 23 episódios, a produção mostra Oliver Queen (Stephen Amell) recém nomeado como prefeito. O personagem se vê desafiado lutando em duas frentes para o futuro da Star City. Com a volta de Diggle às forças armadas e Thea inflexível sobre pendurar o capuz de Speedy, o time do Arqueiro Verde é reduzido a apenas Oliver e Felicity – mas eles já não são os únicos vigilantes da cidade. A derrota pública de Damien Darhk pelas mãos do Arqueiro Verde (4ª temporada) inspirou uma nova safra de heróis mascarados, porém, suas inexperiências os tornam obstáculos ao invés de aliados. A chegada de um novo adversário mortal forçou Oliver a enfrentar perguntas sobre seu próprio legado, tanto como prefeito e como o Arqueiro Verde.

Renovação de elenco sempre é um passo arriscado, mas a introdução dos novos membros no time do Arqueiro mais acertou do que errou. Ufa! Cão Raivoso (Rick Gonzalez) e a nova Canário Negro (Juliana Harkavy) encaixaram-se como uma luva, diversificaram os tons da série e deram novas oportunidades de bons arcos dramáticos para a história. Curtis (Echo Kellum), por sua vez, chama atenção por concentrar o maior contingente de piadas – que nem sempre funcionam e deslizam pelo excesso.

Os personagens veteranos seguiram com suas vidas, com destaque para Felicity (Emily Bett) que ganhou uma trama para chamar de sua e Thea Queen (Willa Holland) que esteve mais perdida do que nunca. Cá entre nós, ela não merece isso!

A ótima construção da vilania de Prometheus (Josh Segarra), personagem denso e que desperta moderadas doses de nostalgia, era o fermento que a série precisava para resgatar a própria identidade e crescer até um final estrondoso. Depois de duas temporadas, tivemos uma nova oportunidade de prender o fôlego ao ver as lutas do Arqueiro Verde com um vilão digno de nossa atenção.

Tudo indica que os flashbacks acabaram. Depois de cinco anos, indas e vindas do oriente, Oliver Queen, finalmente, conseguiu deixar a ilha e voltar para casa. Os momentos finais da temporada (spoiler), com a explosão de Lian Yu, formaram boas metáforas para a conclusão desse arco.

No final das contas, a quinta temporada de Arrow foi um ano de resgate da própria identidade e de renovação de personagens, histórias e desafios. Nós, do lado de cá, nos apegamos à esperança de que os roteiristas e produtores da série não voltem mais a falhar com essa audiência que tanto gosta do jeitinho perturbado de Oliver Queen. Do jeitinho que ele é. Flash é Flash, Queen é Queen.

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