10 álbuns que completam uma década em 2021

Há 10 anos, grandes nomes da música faziam história com o lançamento de discos icônicos.

Discos podem ser considerados com vinho para alguns fãs da música. A cada nova audição, eles amadurecem e ganham novos proporções. Com tempo, eles influenciam novos artistas e até se tornam referências para gêneros e tendências futuros.

Contudo, há trabalhos que podem ter sido os queridinhos em seu ano de lançamento, mas envelhecem de forma negativa e nos fazem questionar a qualidade do trabalho. Ou aqueles que, não importa a época, sempre vão ser constrangedores.

Neste ano, os lançamentos de 2011 completam uma década de existência. Por isso, separamos 10 discos que marcaram aquela época para você relembrar. São trabalhos que emplacaram grandes hits, bateram recordes de vendas ou marcaram o retorno de velhos conhecidos. E aí, qual desses trabalhos amadureceram como vinho?

21– Adele

Quando as divas pop revezavam o topo dos charts com seus hits explosivos, Adele conseguiu quebrar essa tradição sentada numa cadeira. O segundo disco da britânica foi um fenômeno de vendas mundialmente, totalizando mais de 30 milhões de cópias vendidas. Com “Someone Like You”, Adele conseguiu emplacar a primeira baladinha piano/vocal na posição #1 da Billboard Hot 100 desde 1958.

Entre o R&B, Soul e Pop, Adele emocionou o público e a crítica com suas melodias carregadas pelo sentimentalismo e as letras marcadas por frustrações românticas. 21 foi considerado por diversos veículos especializados com um dos melhores discos de 2011 e garantiu à Adele sete prêmios no Grammy do ano seguinte, incluindo o de “Álbum do Ano”.

CeremonialsFlorence + The Machine

Após o smash hit “Dog Days Are Over”, poucos cogitavam que Florence Welch e sua banda pudessem fazer um retorno triunfal e emplacar novos sucessos. Com Ceremonials, a britânica reafirmou a grandeza do seu pop orquestral e presentou o público com clássicos como “Shake It Out”, “Never Let Me Go” e “Spectrum”. O disco é, com certeza, o responsável por marcar de vez o nome de Welch e da banda no alto escalão da música pop alternativa.

Contudo, a crítica especializada se viu divida na hora de avaliar a obra. Embora muitos reconhecessem a grandeza dos vocais da britânica nesse registro, parte do álbum foi apontado como demasiadamente exaustivo, com se Welch e seus produtores tentassem tornar tudo grandioso, resultando em exageros que poderiam ser facilmente contornados.

PitangaMallu Magalhães

A relação entre Mallu Magalhães e Marcelo Camelo pode dividir opiniões, mas no quesito musical, é unânime que todos adoram. Isso porque para o seu terceiro álbum de inéditas, a paulista contou com Camelo para dar vida a seu melhor trabalho, além de um clássico moderno da mpb. Em Pitanga, Mallu deixa para trás a figura da garota fofa do violão e do folk cantado em inglês, para se aventurar por um som mais percussivo, rítmico e brasileiro.

Num catálogo que perpassa por ritmos como samba e a bossa-nova, o casal constrói uma atmosfera ensolarada e convidativa. Um trabalho que mesmo marcado pelo tom acústico típico da Mallu, surpreende o ouvinte pela riqueza de detalhes e pela delicadeza instrumental. Não é por acaso que muitos que ignoravam o trabalho da paulista ou até mesmo faziam piada dela, se renderam ao som de Pitanga.

4Beyoncé

O quarto disco de inéditas da norte-americana Beyoncé, com certeza, é o mais ignorado pelo público que a segue. Mas há uma explicação aceitável para isso. 4 é um obra introdutória da renovação sonora que Beyoncé apresentaria logo em seguida com Beyoncé (2013) e Lemonade (2016). Isso é perceptível desde estratégia de divulgação, marcada por uma videografia riquíssima, e canções que recorrem às fórmulas de um R&B mais inclinado ao alternativo.

Nesse álbum, a norte-americana dá os primeiros passos para o surgimento de um Beyoncé cada vez menos preocupada em ser dona de hits efusivos, porém mais aberta a explorar fórmulas e temas pouco vistas em seus discos anteriores. Mas ainda sim ela não deixou de entregar hits marcantes, é o caso de “Love On Top”, “Run The World (Girls)” e entre outros.

Biophilia Björk

Quem precisa de cursinho preparatório para o ENEM quando se tem Björk? Com seu oitavo álbum de inéditas, a islandesa Bjork conseguiu construir uma obra que vai além da música. Biophilia tornou-se o primeiro álbum do mundo no formato aplicativo. O projeto foi desenvolvido em colaboração com Apple, e contou com diversos professores e estudantes de várias áreas da ciência. O objetivo do projeto foi educar através da música e de forma sustentável.

A obra foi elogiada por estreitar o elo entre a música, a tecnologia e educação e cada faixa do disco descreve um fenômeno natural ou cósmico. A islandesa recorreu a melodias mais doces, hipnóticas e marcada por metáforas para construir uma obra completamente conceitual. Em 2011, o disco foi considerada uma das melhores obras da artista por parte da crítica.

Talk That TalkRihanna

Quem se lembra de quando Rihanna lançava um disco por ano? Saudades, né? Pois em 2011, após o elogiado Loud (2010), a cantora de Barbados provou mais uma vez que “saturar” não era com ela e entregou diversos hits, que são lembrados até hoje. Talk That Talk é casa de grandes clássicos da cantora como “We Found Love”, parceira com o Dj Calvin Harris; “Where Have You Been”; e “You da One”.

A crítica apontou o disco como o trabalho mais explícito de Rihanna. As composições são recheadas de versos sujos e trocadilhos sexuais. No Brasil, Talk That Talk foi comparado por muitos com o funk proibidão. Para tornar tudo mais polêmico, a cantora ainda lançou uma versão da faixa “Birthday Cake” em parceria do o rapper e ex-namorado Chris Brown, que foi condenado por agredir Rihanna em 2009.

Angles – The Strokes

Após quatro longos anos, os norte-americanos dos Strokes decidiram fazer um retorno triunfante. O quarto disco dos caras marcou a volta de dos expoente do rock dos anos 2000 e foi aguardado com muita expectativa por parte do público e crítica. E eles pareciam entregar tudo com clássicos como “Under Cover of Darkness” e “Taken for a Fool”. Mas ficou por aí mesmo.

Angles foi recebido negativamente pela sua inclinação à música eletrônica. O show de riffs tão marcantes da banda foi deixado de lado para dar espaço a uma obra que direcionava os Strokes para cenários antes não explorados, e totalmente diferentes da imagem construída nos primeiros trabalhos. O disco deu início a uma onde de desinteresse e críticas negativas à banda, que seriam presentes nos trabalhos seguintes.

Born This Way – Lady Gaga

Sem dúvidas, Born This Way é uma casa de hinos. Para além de hits, Gaga conseguiu entregar canções que dialogassem diretamente com a realidade tão conflituosa do seu público e, não é por acaso, que a faixa título do disco é lembrada até hoje como um símbolo de orgulho LGBTQI+. A canção também conseguiu debutar em #1 na Billboard Hot 100 e permaneceu seis semanas consecutivas na posição.

Por outro lado, não seria Gaga sem polêmicas. Na época do lançamento, as comparações com Madonna se intensificaram ainda mais devido às semelhanças da faixa-título com a música “Express Yourself” da rainha do pop. O disco marca o último trabalho totalmente pop da cantora antes de se enveredar ao jazz.

Femme Fatale – Britney Spears

O último suspiro de Brtiney Spears nos charts! Femme Fatale, sétimo álbum de inéditas da cantora, foi a última obra de Spears que lhe rendeu alguns hits. Faixas como “Hold It Against Me”, “Till The World Ends” e “I Wanna Go” dominaram as pistas de danças e os charts em 2011. A parceria com o produtor Will.I.Am rendeu bons frutos à norte-americana, ainda que com alguns exageros por parte dele na produção.

Vale lembrar que a turnê do disco foi a última passagem da cantora pelo Brasil. O anúncio da vinda fez com que os fãs de todo o país montassem acampamento em frente aos estádios meses antes das apresentações. O conhecido “Acampamento Femme Fatale” foi notícia em diversos veículos da imprensa e rendeu bons memes, lembrados até hoje.

Canções de Apartamento – Cícero

Aquele que nunca sentiu uma dorzinha ouvindo alguma faixa do álbum Canções de Apartamento que atire a primeira pedra (em si mesmo!). Disco de estreia do carioca Cícero materializa a intimidade acolhedora de sua casa, e todas as lembranças e dores vividas ali, num catálogo de canções carregadas pelo sentimento da solidão.

Não é difícil encontrar alguém que tenha sido embalada por canções como “Tempo de Pipa”, “Açúcar ou adoçante?” ou “Pelo Interfone”. Um obra que encanta pela delicadeza instrumental ou por versos que facilmente dialogam com as experiências do público. Outro clássico da nova mpb.

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Crítica | Soul

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